Professor convidado de várias escolas, festivais, companhias profissionais e diretor de sua escola, PAVILHÃO D CENTRO DE ARTES em São Paulo. Uma pessoa apaixonada pelo que faz!

Quais os estilos de dança com que trabalha?
Ballet clássico e dança contemporânea.

Como foi o início de sua carreira? E que dicas você daria a si próprio no início da carreira?
Foi um início tumultuado, poucas opções, comecei meio no susto, de repente eu estava dançando…
Para quem está iniciando, tenha paciência, seja persistente e confiem em seus mestres.

Qual seu contato com outros estilos de dança ou manifestação artística?
É total, fiz teatro, canto, sapateado, dança flamenca, um pouquinho de musicalização. Acho que todas as manifestações artísticas precisam de proximidade…

Quem são suas principais influências e parcerias no mundo da dança?
Minha grande mestra é e sempre será Dona Toshie Kobayashi, mas trabalhei com pessoas maravilhosas que, claro, me influenciaram: Dinah Perry, Rose Calheiros, Ivonice Satie e uma grande parceria com Andrea Pivatto. No exterior, David Aktins e Marie Plosky em Sydney – Austrália.

O que você acha dos talentos brasileiros? Que nomes você destacaria atualmente?
Destacar alguém seria injusto, mas o mundo todo reconhece o talento dos bailarinos brasileiros, tanto que estão presentes em quase todas as companhias do mundo, participam de quase todos os festivais internacionais e sempre muito bem.

Bailarinos clássicos brasileiros estão com preparo técnico cada vez maior. Mas, muita vezes, o preparo cultural fica para trás. O que você pensa sobre isso?
Um bailarino precisa de tudo um pouco, parte técnica, psicológica e principalmente cultural, sou a favor sim, estudar é tudo…

Qual a escola de dança no mundo que melhor está preparada para trabalhar e formar um bailarino completo? E no Brasil?
Citar nomes é complicado, o professor precisa ser honesto e saber direcionar a uma pessoa que está na sua frente confiando totalmente em você, a base é essa verdade! Um bailarino, para entrar no mercado de trabalho, precisa ser eclético, saber se mexer, só a técnica clássica não é o suficiente… sou fã da Harid, Julliard school e da escola da Opera de Paris.

Qual seu ponto de vista em relação à existência de Festivais de Dança? Você costuma participar de eventos como estes?
Eles são sim importante, fizeram a dança crescer, têm seus pontos negativos, o que é natural, o mais importante é cada um saber o que tirar de bom de cada momento..

Que momento de sua carreira você destacaria?
Tenho vários e naquele momento foram muito importantes. Destaco o convite para dirigir a Cia. de Dança de São José dos Campos e, posteriormente, participar da criação da São Paulo Cia. de Dança.

Qual seu maior sonho profissional?
Que cada cidade desse imenso país tenha pelo menos uma grande Cia. profissional, para que nossos talentos fiquem em casa…

Se pudesse gritar ao mundo da dança uma frase, o que gritaria?
A união faz a força e a verdade traz a felicidade…

Você costuma ser destaque como coreógrafo no Festival de dança de Joinville. Na última edição, a coreografia “Como se fosse”, no jazz duo avançado, foi tão aplaudida que faz repercussão até hoje. Como você enxerga suas obras tornando-se cada vez mais lembradas e vistas como referência da dança nacional?
Isso faz tudo valer a pena, o grande lance da arte é ter o poder de tocar as pessoas. Se isso acontece..o que podemos querer mais…

Quais os planos de Ricardo Scheir para 2011? E os planos do Pavilhão D?
O Ricardo deseja ter saúde para continuar fazendo da sua vida o que realmente ama: a dança. E o Pavilhão, ter a sede própria, que vai acontecer ainda esse ano.