Bailarina desde os 2 anos de idade, quando pediu para a mãe inscrevê-la no Ballet, e com isso teve seu início na Beck Academia em SP. Hoje dança, ministra palestras e dá workshops por todo o Brasil com Free.

Quais os estilos de dança com que você trabalha e qual é o seu contato com outras manifestações artísticas?
Trabalho com o ballet clássico, mas também tenho muito contato com o contemporâneo.

No palco tudo pode acontecer! Tem alguma história que te marcou? Algo inusitado, inesperado, que gostaria de relembrar?
Quando dancei no Chile foi incrível, inesquecível dançar como primeira bailarina sendo tão jovem e pela primeira vez com uma cia. profissional.

Quem são suas influências e inspirações no mundo da dança?
Marcia Haideé, Mikhail Baryshnikov…

Você ganhou um dos prêmios mais almejados pelas bailarinas em 1999, “Melhor bailarina” do Festival de dança de Joinville. Nesse mesmo ano, ganhou como melhor bailarina do Festival de Danza Del Mercosul. Como foi essa experiência? Você esperava por isso? O que dançou?
Nunca esperamos, porque se trata de juris, com personalidades diferentes, gostos diferentes, nunca sabemos o que estão pensando, então sempre é uma surpresa. Mas foi um presente, porque foi onde tudo começou em minha carreira.
Em Joinville, dancei o “Grand Pas de Deux da Fada Açucarada” de “O Quebra Nozes”.
Em Buenos Aires, dancei a Variação de “Medora” de “O Corsário” e a variação de “Giselle I Ato”.

Você já participou de várias competições de Ballet e tournées. Entre elas, destacam-se: Prix de Lausanne, IBC (International Ballet competition) em New Nork, Festival de Miami, Festival Danza di Cittá di Rieti na Itália. Conte sobre algum momento especial.
Em todos eu aprendi demais e todos os lugares que fui foram marcantes, mas a que mais me marcou foi em Nagoya, no Japão, onde vi muitas estrelas do ballet mundial bem de perto e pude receber muitas orientações que me edificaram muito.

Em algum momento pensou em desistir? Se sim, o que te motivou a continuar?
Claro que, como todos nessa vida, passamos por dificuldades. Eu também por diversas vezes já passei e o que me fez continuar foi o desejo de não deixar morrer aquilo que eu sei fazer de melhor pra mim mesma, dançar. E passei a me preocupar comigo, sem me importar com o que as pessoas iriam dizer, mas sim se eu estava verdadeiramente feliz.

Você já dançou vários repertórios. Qual é o seu preferido? Tem algum ballet ou lugar que ainda não teve a oportunidade de dançar/conhecer e que gostaria?
Essa pergunta é muito difícil! Eu amo todos (risos). Entre eles: “Don quixote”, “O Lago dos Cisnes”, “Giselle” e “O quebra Nozes”.
Lugares que ainda gostaria de dançar: Israel, Inglaterra e França.

A dança desenvolve certa sensibilidade e em alguns momentos precisamos de uma base forte. Como é essa sensibilidade/espiritualidade em você? Ao longo de sua carreira quem foi a sua base?
Minha base sempre foi um Deus bem presente em minha vida e minha família, que sempre esteve ao meu lado.

Se pudesse gritar ao mundo da dança uma frase, o que gritaria?
Vale a pena todo esforço e dedicação, porque a colheita é certa.

Já é realizada ou ainda tem outros sonhos a realizar?
Nunca nos sentimos realizados! Quero ainda conquistar muitas coisas.

Como você atua profissionalmente hoje?
Como bailarina, professora, coreógrafa, empresária, projetista, produtora…Sei lá, eu não paro, vivo arrumando coisas para fazer.

Você é um ícone da dança. Que dica daria para outras bailarinas que sonham em ser como você?
Trabalhe muito, dedicação total, muita fé em Jesus e olho focado para o sonho, para o alvo.