Hugo Alejandro Rodrigues Campos, dançarino, professor e coreógrafo.

Como e quando você entrou no mundo da dança?

Comecei a minha carreira em Brasília quando, em 2004, entrei em um grupo da minha cidade, o grupo Tribo, e Wesley Messias, coreógrafo do grupo, foi o meu primeiro professor de dança. Ele acreditou em mim, não sei como, eu era muito ruim (risos). Ele me chamou para entrar no grupo e a partir daí eu comecei a levar a coisa a sério.

Quem são suas influências artísticas?

Aqueles que me acompanham, treinam comigo, que me apoiam, são meus amigos. Damos muito valor pra quem é de fora, isso é legal, mas não podemos nos esquecer dos que estão sempre com a gente, das pessoas do Brasil que são incrivelmente talentosas também. Essas pessoas me influenciam constantemente.

Qual seu contato com outros estilos de dança ou manifestação artística?

Eu adoro desafios e pressão, sempre gostei de buscar outros estilos de dança, outras linguagens para acrescentar ao meu corpo, tem que ser algo que eu realmente goste ou que a música mexa comigo. Além de House e Hip Hop que são as danças que eu tenho mais contato, atualmente estou fazendo aulas de Jazz e Contemporâneo.

Que músicas você gosta de ouvir? O que está ouvindo no momento?

Além de House Music e Hip Hop, o que eu também gosto muito de ouvir e o que estou mais ouvindo no momento é um estilo de música que se chama PostRock, bandas como Radiohead, Sigur Ros, Mogwai etc… Adoro esse estilo de música, traz pra mim muita paz e muita criatividade.

Você participou do Cercle Underground ? Como é esse evento e como foi a experiência de participar dele?

Sim, participei da última edição junto com meus parceiros Nenê de Campinas e Kleber de Paula de São Paulo. Foi uma experiência incrível, estar em um evento desse porte na Europa, e representando o Brasil, foi espetacular! O Cercle Underground é um evento de batalhas 3 vs 3 onde só participam trios convidados, e fomos convidados pra essa última edição. O Edson Guiu nos ajudou para estarmos lá nesse evento.

Pretende participar de outros eventos fora do Brasil?

Com certeza! Já estamos com planos de voltar para o Cercle Underground mais uma vez, e também tenho planos de ir a outros eventos da Europa. Agora que fui pela primeira vez a vontade é muito maior.

O que é o House Dance para você ?

House = casa, lar… É exatamente o que essa dança significa para mim, é o que me deixa a vontade, seguro, o que me relaxa. Sabe aquele dia que você está estressado, irritado por alguma coisa que aconteceu e o que você mais quer é estar na sua casa? Então, em vez de querer estar na minha casa, eu quero estar dançando House.

E para finalizar, que conselhos você dá para quem está começando agora na
dança?

Se você gosta mesmo, se você ama de verdade a dança, corra atrás, não desista nunca. É clichê falar isso, mas é muito verdade. Mesmo que as pessoas não te vejam como um grande talento, como alguém que tenha um grande futuro, continue. Foi assim comigo, eu era ruim, péssimo, mas eu gostava tanto daquilo e achava tão lindo que eu corri atrás para melhorar cada vez mais.

Nunca ache que você já está suficiente, SEMPRE temos o que aprender, SEMPRE.

Por fim, nunca se esqueça da sua origem, de onde veio e de onde começou. Principalmente nunca se esqueça COM QUEM você começou porque se não fosse pelo seu primeiro professor talvez você não teria conhecido essa arte maravilhosa que é a dança.

Queria concluir falando que a minha companhia, Underground Vibrations, de São Paulo, voltada unicamente a dança House, está com um espetáculo muito bem aceito pelo público chamado “Comunhão”. Queremos atingir públicos de diversos lugares, se você tiver interesse nesse espetáculo, favor entrar em contato comigo através do email hugo.campos09@gmail.com .

Obrigado à equipe do DanceCast pelo convite para fazer esta entrevista e muito obrigado a todos os leitores.

Agora vocês sabem um pouco mais sobre mim.