O contexto histórico veiculado com a formação de cada estilo de dança clareia os motivos, causas e porquês de tantos questionamentos conceituais de cada dança. A partir disso, também, fica mais claro entender a grande manifestação das danças populares brasileiras.

A cultura brasileira é influenciada por europeus, africanos e indígenas. E é justamente dessas culturas que se constituem grandes manifestações populares e artísticas no país. O tropicalismo, a alegria e o Carnaval são mundialmente associados ao Brasil, mas a cultura brasileira vai muito além dessas palavras chaves, principalmente, quando tratamos das diversas danças existentes nos estados da nação.

Entre tantas, podemos destacar a Quadrilha, realizada geralmente em Festas Juninas, onde são celebrados os santos Antonio, João e Pedro; o Carimbó, dança de roda do litoral paraense; Bumba-meu-boi, pertencente ao folclore do Maranhão; o Congo, dança dramática de origem africana, que se realiza de preferência pelo Natal na região norte e nordeste; o Coco, dança popular de roda do norte e nordeste, originária de Alagoas, acompanhada de canto e percussão; o Xaxado, dançada por cangaceiros do agreste e sertão pernambucano; o Samba, dança também de origem africana com correntes rurais e urbanas, marcada pelo ritmo de compasso binário e acompanhamento obrigatoriamente sincopado; o Maracatu, dança coletiva de Pernambuco, representa um desfile em homenagem a um rei africano; Danças Gaúchas, marcadas pelo espírito de fidalguia característico do gaúcho; o Frevo, uma das mais conhecidas, agitadas e animadas danças do nordeste, rica em espontaneidade e improvisação e com música inspirada num misto de marcha rápida e polca.

E não para por aí. São diversas as danças, embaladas por personagens, músicas, histórias e festas deste território rico e, apesar de tantas coisas, recheado de uma cultura dançante ampla e surpreendente.